Imagine uma noite extraordinariamente quente e úmida, no coração do nordeste do Brasil. Enquanto os sons da floresta e da vida selvagem tomam conta da maior parte da região, um rítmo vívido e pulsante sai de uma danceteria iluminada.
Um grupo de homens e mulheres suados, que deveriam estar cansados depois de uma longa semana de trabalho, dança exuberantemente pélvis-com-pélvis em um movimento parecido a uma mistura de valsa com salsa; ao som de uma banda colorida e vibrante tocando com fluidez um estilo de música que se concentra no som grave das batidas da zabumba, no estranho lamento de um acordeão, e um grande triângulo de metal chacoalhado tão depressa que se poderia pensar que o músico estava nervoso.
Tudo bem, Forro in the Dark não é bem uma banda clássica de forró, ao invés disso eles trazem um estilo atualizado de música aos freqüentadores de clubes de Nova Iorque, mas o clima de suor excitação continua inegável.
Complementando os instrumentos tradicionais com guitarras elétricas, um arranjo de flautas, percussão moderna e outros instrumentos contemporâneos, junto com a ajuda de David Byrne, Bebel Gilberto e Miho Hatori, Forro in the Dark captuta a essência imediata e prazerosa do forró para que o público moderno alivie o estresse na pista de dança como faziam os trabalhadores brasileiros do começo dos anos 1900.
Forro in the Dark é Mauro Refosco na Zabumba e Vocais; Gilmar Gomes na Percussão e Vocais; Davi Vieira na Percussão e Vocais; Guilherme Monteiro no Violão e Vocais; Jorge Continentino no Pífano, Sax Barítono e Vocais; e Smokey Hormel na Baritone Guitar, Slide Guitar e Vocais.